março 03, 2014

Um pouco de Oscar, um pouco de tudo

As novelas hoje em dia são escritas sob efeitos lisérgicos. Tenho certeza. Nada faz sentido com nada. E nem é tão difícil acertar. Avenida Brasil foi uma amostra de como o público quer histórias mais ousadas, mais diretas. 

Falando nisso, ontem pós Oscar descobri que o guru dos roteiristas, o americano Syd Field, morreu. Fiquei triste. Em 1997 fiz um curso com ele aqui no Rio de Janeiro. Cara simples, boa praça, tranquilo e muito bom no que fazia. Esse ano foi especialmente ruim para o mundo do cinema. Perdemos Gandolfini, o eterno Tony Soprano. Estou fechando a quarta temporada. Uma série fantástico que estou vendo depois do mundo. Sério. 

E por falar em samba ...

Sendo bem sincera, quando se trata de carnaval não gosto de certos exageros de estilo, principalmente na comissão de frente. A comissão de frente tem como função apresentar a escola, apresentar o enredo. E não entendo como um cara saindo de um canhão pode fazer isso. Paulo Barros fez um grande favor ao carnaval trazendo um sopro de novidade à festa, mas nem todo mundo sabe fazer algo diferente que funcione. 

Ver o cara voando pode até ser arrebatador, mas não tem beleza, não "agrega valor" ao desfile. Sem falar nas telas de LED. Acho cafona. Me passa uma certa preguiça. Gostei mesmo do samba do Salgueiro. Tenho muita simpatia pelo Salgueiro. Acho uma escola de gerra, de pé no chão. Gosto da bateria "furiosa". Ainda que as fantasias sejam pesadas, a escola é tradicional e bonita. 

Mas a gente nunca sabe qual de fato escola vai ganhar porque os critérios são bem subjetivos. Mas pela TV mesmo dá para ver o que fica bonito e o que tá uma desgraça. Lembro uma vez que eu e Roberta fomos cobrir o carnaval e a União da Ilha tinha um enredo sobre petróleo. Quando vimos a fantasia, toda preta, com umas torres de petróleo nos ombros das pessoas, nos entreolhamos e falamos: vai cair. 

E caiu. 

dezembro 08, 2013

Ai de ti, Vasco da Gama

Ai de ti, Vasco da Gama, que me causas tanto sofrimento. 

Ser Vasco nos dá um senso de resiliência incrível. É sofrido. Talvez por isso as vitórias sejam tão cheia de prazer. De volta a série B cinco anos depois. Desta vez nem sofri. Também não sofri da outra. Mas desta vez a morte vinha sendo anunciada com tanta antecedência que não dava para se fazer de tolo e dizer: "oh, céus". 

Time medíocre. Muitas brigas. Ambiente ruim. Só não quero que o nefasto volte. Isso seria terrível. Muito atraso. 

Mas o time é grande. O clube é grande. Tem profundas raízes do mais distantes tempos. O Vasco é um time do povo para o povo. Não é popular. Nasceu de seus próprios torcedores, que trabalhando juntos construíram seu estádio. Abriu espaço para os negros. Foi pioneiro em muitas coisas. Nada que o Vasco faça me faz virar a casaca. Em 2014, estarei com ele. 

Mais triste que a queda do Vasco foi ver aquelas cenas de briga no estádio. Inconcebível. Selvagem. No meio da partida me perguntei o porquê de tudo aquilo, mesmo sabendo que porque é um lugar que não existe.

Fiz um artigo para o Bahia Já sobre o tema. Leia aqui.  

Hoje eu tive um sonho

Hoje acordei saudosa do blog. Voltarei a blogar.

Ok. Sei que falo isso com uma frequência incomum, mas peço um voto de confiança aos meus leitores.

Ando numa onda de escrivinhar. Retomando o gosto. Acho que tenho lido mais e uma coisa vai levando a outra. Também ando com a ideia de fazer do blog um site onde eu possa falar das coisas que mais gosto.

Que tal?

 

novembro 27, 2013

Sossego

Sossego. Nara Franco, PIPA - RN

maio 02, 2013

Triste Brasil

Enquanto o mundo protestava no dia 1 de maio, aqui em Pindorama, com diz Elio Gaspari, a patuléia corria para a festa de centrais sindicais. Nos últimos dias tivemos uma dentista queimada viva por menores, um garotos assassinado na porta de casa por um menor, uma menina estuprada no Leblon ... Entre tantos outros absurdos, mas nos contentamos com shows de duplas sertanejas. Seríamos resilientes ou apenas subservientes?

A falta de comando político faz que passe na Câmara dos Deputados um projeto de "cura gay". Há milhões no país morrendo de fome, tuberculose, dengue, desnutrição. Há pessoas que nua família de 5,6 pessoas dividem uma mesma escova de dente. Há aqueles, muitos!, cuja casa está chafurdada no esgoto. E nossos deputados preocupados com quem as pessoas fazem sexo no aconhego de seus lares. Incrível. Aqui tolera-se a morte por doenças que já foram erradicas nos países mais desenvolvidos. Mas nossos legisladores querem nos impor seus gostos, seus jeitos, suas maneiras. Vivemos uma ditadura evangélica fascista.

Enquanto isso, a patuléia ri.

novembro 20, 2012

Bahia Já

Amigos e amigas,
cá estou nesse feriado sem graça do dia 20. Nada contra o feriado, mas esse tempinho bunda não ajuda. Só que não entrei aqui para falar do clima. Entrei aqui para dizer que oficialmente sou colaborado do site Bahia Já. Leiam minhas matérias a começar por esta aqui e prestigiem o site. 

;)

novembro 10, 2012

Minorias maiores

A reeleição do presidente Barack Obama será tratada daqui a cem anos como um fato revolucionário. Se já era histórico os Estados Unidos terem um presidente negro, imagine te-lo por dois mandatos??? Goste dele ou não, Barack (tomarei essa liberdade) já entrou para a história da humanidade por abalar estruturas que muitos achavam sedimentadas com concreto. Ele é político, mas nada convencional. E na políticia, não ser convencional sem ser ridículo é fato raro. 

Barack tem defeitos? Claro. Muitas de suas ações são pura jogadas de marketing? Sim. Mas do que é feito o mundo que não de ilusão. A verdade não é para os fracos. E o que diz a verdade nessa eleição? Que tudo mudou. Da mesma forma que no Brasil hoje há uma classe emergente consumindo o que antes era impensável, a América WASP (Branca, Protestante) está minguando. Não diria sumindo porque Mitt (também tomarei essa liberdade) teve votação expressiva. Mas que a os WASPS entrarão em extinção em breve, não duvido. 

Dizem que Obama foi eleito pelas minorias. Mas quando as minorias elegem um presidente há de se pensar se de fato são minorias. Obama ganhou o voto das mulheres porque entende melhor o papel que as mulheres representam na sociedade em todo o mundo. Em seu partido não há senadores defendendo o estupro. Enquanto republicanos tiverem em suas fileiras determinados tipos que já não cabem mais neste mundo, novos Obamas virão e ganharão. 

Aqui, em nuestras playas, ligamos a TV e só vemos as chamadas classes C, D, E. Favelas, subúrbios, exageros bregas de vestuário, CUFA, Alemão, Empreguetes. Isso aí. O mundo mundo e a caravela tem que mudar também. Daí a importância de termos uma reforma política onde as pessoas não sejam presas simplesmente por não se levantarem em um culto evangélico dentro de uma assembléia legislativa. Respeito às liberdades e diferenças. Obama defendeu o casamento gay, ridicularizou a mania republicana de declarar guerra a qualquer coisa que respire, falou às mulheres, aos latinos, aos asiáticos. Falou à América emergente e ganhou a eleição. 

O eleitor nunca é burro. Comete erros, claro. Mas não é burro. Que o nosso prefeito abra o olho. Votos em maioria não são garantia de nada.

Já curtiram?

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outubro 23, 2012

Bulhufas pelo Mundo

Tem post novo no blog de viagem deste botequinho que vocês gostam tanto. Sugiram lugares, mandem dicas. Terei prazer em servi-los!

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