abril 12, 2006

Jack Johnson

Segundona na área e finalmente vou blogar. Ando tão relapsa com meus 38 leitores ... o tempo urge, corre. Depois de mais uma sessão de análise cheguei ao trabalho. Ônibus quebrado em Copa e demorei 30 minutos para chegar. Nada demais. O dia tá calmo. Comecei a navegar em busca das notícias do dia e, graças aos céus, vi que não sou tão anormal quanto eu estava me sentindo. Explico: sábado fui a Apoteose ver o show do Jack Johnson. Super bacana. Adoro o som dele. Relax, desprentensioso, ótimo para chegar a cachoeiras. Já fiz isso uma vez. Enfim.. sei lá. Ou eu estou ficando muito velha ou o mundo anda estranho demais. Chegando lá, é claro, saí do táxi e fui cercada por 10 mil cambistas. Cambistas, gremlins e flanelinhas dividem a mesma linha genética. Reproduzem-se num velocidade fenomenal e enchem o saco como poucas coisas. Ah! São invisíveis porque não há político ou polícia que os detenha. Depois dos cambistas há os ambulantes, vendendo de um tudo sob o olhar conivente e complacente de PM's e Guardas Municipais. O que eu queria? Apenas entrar no show. Mas por onde? Aaaaahhh .. problema número 1. Nada pode ser organizado no Brasil. Está no noso DNa, sei lá. Há um show, tem que ter confusão. Parece que andam de mãos dadas. Vi uma fila. Mas e o fim dela .. huumm .. deixa eu, deixa eu .. fila, que fila? As pessoas, ou melhor, os adolescentes se amontoavam em determinados pontos. Ah! Tinha gente fazendo social na aprazível localidade Sambódromo. O Rio deve estar ruim de noite mesmo.

Enfim .. chego ao final da fil apra descobrir que fato não havia fila. Próximo ao "portão" (au achava que tinha um portão) os mais "expertos" espremiam os otários, eu inclusive, que foram parar lá no final. Nesse caminho até a entrada fiquei pensando porque não colocar ali sei lá .. um curralzinho, algo que ordenasse a entrada. Mas essas idéias dita brilhantes passam ao largo da cabeça de quem produz show no Brasil. Aqui é terra de ninguém. Tudo é radical. Usei desse artifício na Nova Zelândia. Quando me perguntaram seu eu praticava algum esporte radical respondi: "claro! ando de ônibus no Rio de Janeiro"!

Você faz um show na apoteose, um lugar enoooorme daquele e coloca UMA ... UMA entrada. Aí você entra naquele curral e pensa que logo, logo alguém vai pedir o seu ingresso. Só que, quase dois quilômetros depois, você vê assim .. uma grandes, formando muitos currais e só lá no final você vai colocar seu lindinho ingresso na maquineta. Ah! E lá dentro, impávidos, Guardas Municipais apreciavam a vista enquanto as pessoas se espremiam lá fora.

Dito isto, hora de entrar e curtir o show. Mas antes tenho que reproduzir o singelo diálogo que ouvi na ?fila? para entrar. Dois adolescentes da espécie macho:

- E você moleque .. quantos anos tem?
- Vou fazer 15.
- Vai fazer 15?
- Isso

Na frente deles acho que estava um amigo ou irmão mais velho de um deles (o show era para maiores de 18) que retrucou:

- Então vou tem 14!
- Não .. vou fazer15.
- Mas quando?
- Ano que vem.
- Então você tem 14.
- Mas eu já tinha dito isso ...
- Porra, mas fez 14 quando.
- Agora no início do ano.
- Moleque .. você é um babaca!

Realmente a noite prometia. Mas tadinho .. o babaca em questão era bonzinho que só.

Hora de curtir o show. Tava uma noite super agradável, fresquinha .. nada de lotação esgotada. O som do Jack Johnson dá aquela paz, aquela tranqüilidade. É gostoso.

Voltando ao assunto ?pára o mundo que eu to velha e quero descer?, fiquei impressionada com a falta de educação dos jovens. Será que eu era assim e não sabia? Tipo assim .. quando você vai a um show é para ver o show e não ficar batendo papo aos berros com seus amigos, falando no celular, tirando foto de tudo e de todos. Do meu lado duas meninas. Uma, quase me acerta o cigarro no olho. Saí, fui mais para trás. Um cara que não parava de gritar. Um menino, de no máximo 14 anos, ?tentava? beijar Laurinha .. Laurinha, my sister, sacam? Chaaaaaaaaaaato.

Tive que dar uma de irmã ou mãe sei lá.

- O show vai começar, tá? Se manda ...

Ah! Sem falar nos moleques alcoolizados. Esses sim, divertidíssimos. O que me incomodou mesmo foram os gritos histéricos, o casal na minha frente que interpretava as músicas uma para o outro, o casal ao meu lado que resolver discutir a relação entre os refrões.

Ai meus sais ...

No final foi divertido apesar dos traçantes no final do show. Só mesmo no Rio de Janeiro que você pode curtir um show de Jack Johnson tendo tiros de fuzil de background. Nada como se viver numa cidade avant-garde (é assim que se escreve?).

Depois de tudo isso só indo comer um sanduba no Baixo Leblon. Mas assim como eu, todo mundo que tava lá teve a mesma idéia. O BB tava lotado e acabei indo parar no Cafeína. Fim de papo e fui dormir.

2 comentários:

Aztronauta disse...

Eu queria ter ido nesse show, Mas depois de ir no Santana e no Jamiroquai a falta de dinheiro era grande... Mas pelo que você falou não sei se foi uma boa ou uma ruim não ter ido ao show... Bjs Nara e bem vinda de volta ao Bulhufas (que já tava quase dando mofo... rsrsrsrs).

Ana disse...

Se eu soubesse que você iria eu teria me convidado para ir junto. A todos que eu perguntava se iam, me respondiam:"Jack quem?"