março 21, 2006

Non sense

Não era para o verão ter acabado? Mas não acabou. E hoje, de uma tacada só, vou atualizar todos os meus blogs. Meu ritmo de vida anda insano. E tende a piorar. Mas vocês sabem .. sou brasileira e não desisto nunca. Adianto desde já que o Crônicas da Bahia tá atualizado. Tem um bom texto lá sobre aquela briga entre Carlinhos Brown e o minstro Gilberto Gil. Uma briga por sinal, estranha .. digo o porquê.

Há anos o carnaval da Bahia é baseado na questão das cordas. Em 1984 quando saí pela primeira vez no bloco Eva, as cordas já estava lá. O carnaval de lá tem essa estrutura e está na cultura das pessoas sair no bloco tal e curtir três dias de avenida. Para quem não sabe .. a variedade de blocos é bem grande indo desde o da Ivete, que cobra uma fortuna, até o que sai 1h da manhã sendo puxado por uma bandinha chupa catarro bem sem vergonha. O Papa Léguas de hoje, do Babado Novo, não é nem sombra do Papa Léguas do passado, bloco de classe C, D, feio de se ver mas bonito de se dançar.

Portanto, Brown prega no deserto e não fala novidade. O problema do carnaval de Salvador
não são as cordas mas sim a descaracterização que ele vem sofrendo desde meados da década
de 90 quando todos os artistas do Brasil descobriram a festa. Aí foi um tal de camarote pra lá, camarote pra cá, show de rock, de jazz, de tecno e nada de carnaval. As pessoas passam mais tempo olhando pra cima que dançando e a rua, antes do povo, foi espremida pela quantidade monumental de espaços vips. O carnaval desse ano que acompanhei pela TV foi de chorar de ruim. Se Salvador não tomar as mesmas providências que tomou o Recife, protegendo o frevo .. sei não ... mas o que Gilberto Gil tem com isso? Nada. Brown que fosse reclamar com o prefeito já que é dele a festa. E reclamar direito, né? Não basta fazer discurso bonito e cobrar 700 pratas para sair na Timbalada. Aparecer na TV é mole. Mas cadê o conteúdo??

2 comentários:

Cocô disse...

é vero

Cocô disse...

É vero