julho 25, 2008

Post to Barack Obama

Mr. Obama,

I know that you probably will never read this letter, or rather this post (after all, this is a blog, isn't it?). But I had the idea to write directly to you even knowing that you are too busy to pay attention to this because I could not contain the ideas after seeing the pictures of your historic speech made yesterday in Berlin.

I'm sure that - as a candidate for the presidency of the United States - it is impossible to stop and read something. Even more a small post of a small blog of a simple brazilian fan. But. as I said, I could not resist. We've been changing information by e-mail and I've been taking note
of your campaign. I'v been following you, avid to join but restricted to observe. Thanks God I went to DC in March and there was able to see closer the many changes that you've been doing in american politics.

And in times of election here, I'm jealous of you, americans. You awakened your country. Mine is still sleeping. Even tough, once we - Brazil - felt this way. I remember that in 1988, when I voted for the first time, and like me, many voted for the first time (even that much older that I), the feeling of "change" was on the streets. Our politics was unclear and we needed to change.

We went out with pride, showing our t-shirts and flags. We made the political debate a routine. That feeling of change was so great, that we elected something very new, but empty. But we changed. And learned.

Make a former worker of humble origin, with little education but with a lot of charisma and great desire to change this country, perhaps was our political apex in the quest for change. Now I recall Lula's first speech as a elected president, speaking to an excited crowd. A thrill moment.

Far from wanting to bother you with an annoying lesson about our political history, I want to talk to you about change. Something you really know weel, something that I feel, but don't see around here. Today, as I think about the decision to choose the next mayor of the city I live, known as "Marvellous City", but treated like trash, I want to vote on you. Not by what you can do, but for what you've been doing.

I live in a city neglected with the inertia of those who live here. But is pulsating in my head the feeling that yes, we can. We can change all that there is. We can leave without fear. We can go where we want. We can stop to be proud of what we were, to be proud of what we are. Yes, we can change. We can be more more gentle, more cordial, more zealous and more citizens.

We can change, mr. Obama.

I want you to be the next US President. But once in power, do not not change yourself, mr. Obama. Change the way of doing politics in the world. And that somehow, I hope this affects
the politicians here. For they change too. However, rather than change the policy, I hope that
the feeling of change that are moving the your people reaches the majority of Brazilians who attend so passive and so peaceful to so many deaths, so many scandals, so many everything tha is wrong.

Change, mr. Obama. Change.

Godd luck. And if I could, I would vote on you.

Thanks a lot.

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Caro sr. Obama,

sei que dificilmente o sr. lerá esta carta, ou melhor, este post (estamos num blog, não é mesmo?). Mas tive a idéia de me manifestar diretamente ao sr. mesmo mesmo sabendo que a probabilidade de o sr. bater os olhos por aqui seja praticamente ínfima. Mas não pude conter as idéias após ver as imagens de seu histórico discurso realizado ontem em Berlim. Tenho certeza que na atribulada agenda de um candidato à presidência dos Estados Unidos, seja impossível parar e ler alguma coisa. Ainda mais um post de um diminuto blog de uma simples brasileira admiradora de sua trajetória.

Mas, reforço, não resisti. Há um tempo recebo seus e-mails e tomo conhecimento de sua campanha. Acompanho seus passos como uma eleitora em potencial, ávida por participar, mas restrita a observar. Estive em DC em março e pude acompanhar de perto (thanks God!) as muitas mudanças que o sr. provocou na política americana. E em tempos de eleição por aqui, admito ter muita inveja do sentimento que o sr. despertou em seu país. Sentimento este - infelizmente - um tanto quanto adormecido no Brasil.

Lembro que em 1988, quando votei pela primeira vez, e como eu, muitos votaram pela primeira vez ainda que muito mais velhos que eu, este sentimento de mudança era sentido nas ruas. Saíamos de um longo período de pouca clareza política e queríamos de fato mudar. Exibíamos com orgulho camisas e bandeiras, gritávamos slogans e fazíamos do debate político uma rotina. Pena que o sentimento de mudança tenha sido tão grande, que acabamos por eleger algo muito novo, porém vazio. Mas mudamos. E aprendemos.

Eleger presidente um ex-operário, de origem humilde, de pouco estudo, mas de muito carisma e com muita vontade mudar este país, talvez tenha sido nosso ápice político na busca por mudança. Relembro agora o discurso de Lula, já eleito, falando emocionado para uma multidão. Um momento de arrepiar.

Longe de mim querer aborrece-lo com uma aula chata sobre nossa história política, mas hoje, diante da decisão de escolher o próximo prefeito desta que é dita a "Cidade Maravilhosa", queria poder votar no sr. Não pelo o que o sr. pode fazer, mas por aquilo que o sr. já fez. Diante de uma cidade entregue ao abandono e a inércia de quem aqui vive, fica pulsando na minha cabeça o sentimento de que sim, nós podemos.

Podemos mudar tudo que aí está. Podemos sair sem medo. Podemos ir onde queremos. Podemos parar de nos orgulhar de um dia ter sido para enfim ser. Podemos ser mais educados, mais gentis, mais cordiais, mais zelosos e mais cidadãos.

Mudar, sr. Obama. Torço muito para que o sr. seja presidente. E que uma vez no poder, o sr. não mude o seu jeito de ser. Mude apenas o jeito de se fazer política no mundo. E que de alguma maneira, esse jeito afete os políticos daqui. Para que eles mudem também.

Contudo, mais do que mudar os políticos, queria muito que o sentimento de mudança que arrebatou os avessos americanos, chegasse a maioria dos brasileiros que assistem de forma passiva e pacífica a tantas mortes, escandâlos e desmandos.

Mudar, sr. Obama. Mudar.

Boa sorte. Se eu pudesse, votaria no sr.

Obrigado.

3 comentários:

Paula Menna Barreto Hall disse...

sensacional, Nara. seria ainda mais fantástico se, um dia, ele ou alguém da campanha lesse. valeu! bjs.

Anônimo disse...

Acabei lendo em inglês por não descer a página, rá!

Fernanda disse...

Very good!
Tenho uma amigona que tb se chama Nara...
E outra, tenho um amigo americano que está participando da campanha do Obama, pensei em mandar o link do seu texto pra ele ler e quem sabe, sim, seu texto chegue ao conhecimento dele?
Muito bom seu texto. Mas na minha opinião, as realidades são muito diferentes para serem comparadas. Aqui, temos que ter uma postura diferente. Nosso nível de conhecimento e educação caiu e muito!!!! Nem se compara ao americano.
Ação direta já. Acho que só isso mudaria a postura dos nossos porcolíticos. Voto nulo, manifestações, ir pra rua de novo. Mas como diz a letra da minha música " e o povo passivo não sabe lutar. Não reinvidica os seus direitos, não questiona os seus deveres, abaixa a cabeça e vai votar! ..."
è isso...

Se tiver curiosidade de conhecer um pouco mais das ideais acessa
www.myspace.com/desviodeconduta

Site da minha banda...
Estou ainda construindo melhor espaço, por falta de tempo.
bjks