janeiro 24, 2006

Meia entrada, a missão

A história da meia-entrada rendeu 10 comentários aqui. Diria que alcancei um recorde!!

Tamanha polêmica deve ser debatida mesmo porque estamos numa sinuca de bico e numa situação complicada nesses tempos. Ando até pensando em escrever uma carta para os jornais, não sei. Por enquanto, vamos ficando por aqui. Quem sabe eu não escrevo ao Xexéo?

Vamos aos comentários:

Marcia disse...
E dependendo do show, o % de meia ainda é maior. Meu namorido produziu um show em SP, e mais de 90% foi de meia entrada.Se vc olhar o preço da meia, nem é tão caro. Mas o organizador tem que fazer baseado nisso, se não pode tomar um puta prejuízo. Agora, além de jogar com a sorte se o artista vai chamar muito público, se é no dia do mês que o povo está com dinheiro, se tem algum outro evento no mesmo dia, se os ônibus vão estar em greve, se vai chover... ainda tem que adivinhar quantos "estudantes" vão aparecer.


Pois é .. falei da questão da emissão das carteiras, mas esqueci de falar ou talvez tenha sido generosa demais com os empresários e organizadores. Eles estão deitando e rolando na situação. Vejam o Canecão: você paga R$ 85 pelo show e R$ 5 por uma cerveja!!!

Sabe quanto custa uma cerveja no mercado: R$ 0,89!!

Ou seja, o cara tem um lucro absurdo. Procon adianta? Vale reclamar??

Jose disse...
Acho que tinha que estabelecer um critério justo, acredito que o acesso a eventos e espetáculos devem ser facilitados mesmo. Uma definição por faixas etárias, até cinco anos x, até dozey, até 18 75%, e os professores os estudantes em geral só ganhariam o beneficio da meia entrada se fossem credenciados em algum programa de atendimento voluntário em alguma creche, penitenciária ou asilo, e o governo pagaria esse dia de trabalho voluntário em espécie para o fundo de patrocinio de festas, shows e coisas que valham mais de uma entrada.


Não acho que essa idéia de troca seja boa. Acho que estudantes têm direito sim à meia-entrada, assim como idosos. Deixando bem claro que eu não sou contra a carteira. Só acho que ela tem que ser emitida segundo critérios justos e muito bem definidos. Estudantes secundaristas, universitários, mestrandos, pós-graduandos, etc. Tudo devidamente comprovado. Acho que a UNE deve explicar a sociedade essa quantidade monstruosa de carteiras emitidas.

Anônimo disse...
Mas a meia-entrada só vale mesmo pra esses estudantes que você falou. Primário, secundário, etc, etc, até doutorado. Cursinho de inglês, pré-vestibular, essas coisas, não tem direito à meia-entrada.Tenta comprar meia-entrada num cinema com carteirinha de curso de inglês. Não consegue.Mas o problema é que muitas vezes essas pessoas conseguem fazer a carteirinha da une com qualquer comprovante. E aí, com a carteira da une, qualquer um vira estudante.


E a UNE tem o que pra falar?
Não vejo a UNE fazendo nada, na verdade. Vejo o ensino cada vez pior, greve imensas de professores e a UNE, sei lá, deitada em berço esplêndido. Seria bom uma explicação.

Andreh disse...
No dia em que uma entrada de cinema começar efetivamente a custar metade do que custa, eu até penso em ser contra a meia entrada.Se você parar pra pensar bem, um cidadão normal médio só tem os fins de semana pra curtir bem seu momento no cinema. Daí, se ele 4 vezes por mês ao cinema, ele terá gasto a miséria de R$64, ou seja, o equivalente 50kg de arroz. Ou 10kg de carne de segund. Ou ainda a 100 sabonetes LUX, ou por fim a 20 garrafas de quase 3 litros de coca-cola. Ou um sapato na DiSantinni. Ou duas a três camisas na C&A. Ou uma boa calça na Taco ou outras lojas.O que eu não acho justo é penalizar ou culpar quem tem direito a meia entrada pela ganancia dos distribuidores de filmes ou promotores de shows e outros eventos...


Concordo com você em gênero, número e grau e acho que a classe artística também tinha que se mobilizar contra essa bagunça. Não adianta dizer que o público não vai ao cinema se as distribuidoras e exibidores fazem o que querem com o preço das entradas. O mesmo pode se dizer da pirataria. Enquanto não baratearem o preço do CD, o povão não vai comprar CD em loja.

José Augusto disse...
Nara,Eu não reclamo mais das coisas que estão erradas, sabe por que? porque está TUDO errado! TUDÔÔ !! Se eu for parar pra reclamar de tudo que está errado eu não vou fazer outra coisa. Hoje a minha postura é a seguinte: quando eu encontro alguma coisa errada eu me pergunto "eu tenho como resolver essa merda?" se a resposta for sim, eu vou lá e resolvo, se for não, eu toco o foda-se e sigo com a vida. não paro mais pra reclamar de nada... ----tá errado? tá.eu vou resolver? não.então foda-se...----beijos,josé augusto


Até entendo a sua posição, José Augusto. Mas acho que enquanto a gente puder reclamar e fazer alguma coisa para mudar a situação, temos que fazer.

Ana disse...
O pior são as carteiras falsas,que neguinho acha super correto.


Esse é outro ponto importante: as falsificações. Aí entra uma questão de educação que hoje eu tô com preguiça de debater. É impressionante o número de pessoas que já me ofereceram carteira de estudante. Mas eu não faço. Não acho justo e muito menos correto. Não que eu seha puritana ou algo assim. Mas não acho que seja a melhor postura. Acho que todo o problema está no órgão emissor da carteira. É nele que o problema surge.

Aztronauta disse...
Nara, faz tempo que eu não apareço por aqui... Falta de tempo... Nesse caso da meia entrada, tenho que discordar de vc... Pra mim, é a melhor invenção da humanidade... Faço faculdade numa cidade diferente da dos meus pais, já dou uma puta despesa pros coroas, se nem meia entrada tivesse, eu abdicaria do cinema... Passaria a comprar os filmes no camelô... A única coisa que eu posso dizer é que é um pouco exagerado... Mas não sou contra...


Eu não sou contra a carteira e acho justo que o estudante pague meia-entrada. O que eu acho errado é eu ter que pagar em dobro por conta disso. O benefício de um não pode ser o prejuízo de outro.

Roberta Carvalho disse...
Não sou contra a meia-entrada, sou contra as carteiras falsificadas.E cursinho de inglês, corte-costura ou sei lá o que realmente não conseguem meia-entrada. Pago meia-entrada pois faço mestrado. Mesmo assim não basta minha carteira de estudante da Uerj, tenho que apresentar junto o comprovante semestral, que é pra eu não continuar sendo beneficiada depois que acabar o curso.Já aconteceu de ter que pagar inteira pq não tinha feito matrícula ainda e não tinha o comprovante novo.Como sempre concordo com o bom senso do André, um dos meus bípedes favoritos. A culpa do ingresso caro é da ganância dos empresários e não da meia-entrada.


Então, amigos .. é morte aos empresários e morte à meia-entrada!!

2 comentários:

Marcia disse...

É fácil culpar os "empresários gananciosos" por colocar ingressos caros. Mas como alguém disse lá em cima, TUDO aqui está errado. O ingresso tem que cobrir: aluguel da casa de shows, som, luz, cachê (óbvio), hotel e alimentação dos artistas e da equipe técnica, divulgação do show, ECAD (que não perdoa, apesar de pouco fazer), fora taxas, impostos e afins que todo mundo sabe que papam uma fatia gorda de tudo que podem.

O governo é "parceiro" na hora de legislar sobre a meia entrada, mas não é "parceiro" nos riscos do projeto, nem abre mão do seu pedaço de imposto.

Acreditem, muitas vezes o ingresso que a gente acha "caro", vai dar prejuízo ao empresário. Colocando ainda um número de "estudantes" pagando meia...

PS: Sobre a cerveja, se não me engano o bar do Canecão é do próprio Canecão. O produtor do show não tem nada com isso, é lucro da casa

Ana disse...

Esse negócio de discutir meia-entrada dá panos pra manga. Eu levantei o tema na lista de emails da minha turma de faculdade e a chapa esquentou. Mas no caso o debate era em torno da falsificação das carteirinhas. A maioria achava correto...