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abril 10, 2007

É só bestagem ...

Ontem à noite fui jantar na Cantina Donanna em Copacabana. Aquele lugarzinho italiano dos mais simples do bairro, que serve um dos melhores pães de alho do mundo. O pão de alho é tão bom, tem tanto alho, que acordei hoje com uma azia dos infernos. Acordei mastigando arame farpado, uma sensação na boca de brasa, fogo e tudo mais.

Ai gente .. porque a gente se castiga assim? Porque comemos e bebemos quando sabemos que o nosso corpo num guenta, sofre em demasiado?

Ô dó .. hoje de manhã na drenagem linfática a massagista tanto apertou minha barriga que saí da massagem melhor. Ainda assim tô levemente enjoada. Um saco. Já bebi uns trocentos copos de água e parece que as perspectivas melhoram.

Acordei cedo hoje. Com a cabeça pesada. É o fígado dando sinais de cansaço. Tratarei o bichinho melhor nos próximos dias. Hoje quero comidinha ligth, nada de exageros. Isso depois de uma Semana Santa regada ao já tradicional rega-bofe na casa de mamãe. Comi tanto caruru e vatapá que os efeitos no estômago andam nefastos até hoje. O almoço tradicional da sexta santa contou com presenças ilustres e mais uma vez fomos presenteados com ótimas histórias de Maria Inês, mãe de Fabi, minha amiga desde os tempos de Dom João I.

Maria Inês é uma das pessoas mais divertidas que se tem história. Já contei aqui da lendária saga de Barry White?

Ela dizia "Barry" (bérri) e eu e Fabia gritávamos "Whiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiite".

Bobo, né?

Mas rimos disso até hoje.

A mais nova história de Inês sucedeu em Porto de Galinhas. Fico imaginando ela e Fabia, quase duas polacas, caminhando naaquelas plagas sem fim. Como ela bem definiu "Porto de Galinhas é como Budapeste: de um lado Buda e do outro Peste!". Ou seja, de um lado resorts maravilhosos, gente luxenta e do outro aquilo que o Brasil tem de mais pujante, ou seja, seus pobres mortos de fome. Então .. as duas, imbuídas de espírito aventureiro, partiram rumo a localidade de Morro Alto para fazer sabe-se lá o que. Andaram, andaram, andaram, andaram e ... nada, além de sol. Inês, pobre, fez da canga cabaninha e nem assim o astro poderoso se fez mais clemente. A essa altura, Inês praguejava, urrava aos céus por um milímetro de somba e ... nada, além do sol.

Aí eu perguntei:

- Mas vocês chegaram em Morro Alto?
- Chegamos!
- E o que tinha lá?
- Nada!!!!

E voltaram tudo de novo. É claro que lendo assim não tem graça. Mas ela contando é muito divertido.

Foi um almoço bem agradável onde eu comi muito e bebi demais. O que de vez em quando é bom. Cheguei em casa e fui assistir a uns pedaços de Roma. Que gente doida era aquela. Valha-me Deus!!