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agosto 15, 2012

Rio de Janeiro não me seduz

Já disse a vocês que esse ufanismo carioca me irrita um pouco? Esse lance do Rio de Janeiro ser liiiiiindo, esse blá, blá. blá todo me enche o saco. Queria que a gente não dependesse tanto da natureza para ser uma cidade no sentido completo da palavra. Porque é só o que temos aqui: meia dúzia de lindas paisagens e uma porrada de coisa que simplesmente não funciona. Sem falar nos preços. Cobrar R$ 11 num cerveja é demais. Na boa. A cerveja tinha que vir com o George Clooney junto. É naquele bar ali na Lagoa. Palaphita. Porra. Além de não ter comida decente, os caras te metem a mão nos preços. Aproveitando o que? A Lagoa.

Toda vez que eu viajo para o exterior eu volto desacreditada dessa cidade. Porque a gente não consegue fazer o básico. Voce vai dar uma volta na Lagoa e se depara com uma familia inteira lavando roupa do lado dos pedalinhos. Não pode, né? Vou até ligar para o 1746. É isso? Se funcionar eu conto pra voces.

janeiro 07, 2012

Jardim Botânico

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novembro 04, 2011


novembro 01, 2011

É forte!

Terça, 16h, uma senhorinha de 60 e poucos anos curti uma cerveja e uma caipi que me pareceu ser de tangerina. A moça ao meu lado,  tão espantada quanto eu, me diz:

- Né fraca não, né?

Não, amiga .. é forte. E quando eu crescer quero ser igual a ela.

outubro 31, 2011

Vamos refletir um pouco?

http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/reporterdecrime/posts/2011/10/31/na-terra-em-que-politico-que-faz-certo-vira-alvo-dos-errados-414089.asp

Na terra em que o político que faz o certo vira alvo dos errados

Vivemos uma época de total inversão de valores, sobretudo na área da Justiça e da segurança pública. Se não vejamos:

1) Uma juíza que age dentro da lei e decide enfrentar quadrilhas de assassinos infiltradas na polícia é executada sem direito a defesa pelos alvos de sua investigação. Nem mesmo escolta tinha.

2) Os policiais que denunciam os criminosos, incluindo os maus colegas de trabalho, são obrigados a entrar no anonimato, enquanto que os policiais da banda podre desafiam tudo e todos, inclusive seus superiores. Foi o caso de um policial civil que outro dia deu entrevista escondendo a face por denunciar os PMs que mataram a juíza.

3) Os cidadãos de bem estão atrás de grades, cercados de câmeras, com a privacidade por um fio, enquanto que a maioria dos criminosos está solta e livre da ação da Justiça. Muitos desses foras-da-lei contam com advogados que os defendem em troca de polpudos honorários e questionam, por exemplo, o emprego de gravações telefônicas autorizadas pela Justiça, acenando com a Constituição, que garante ao  acusado o direito de não produzir provas contra si mesmo.

4) Os contribuintes que fazem sua parte e cumprem as leis são obrigados a pagar cada vez mais impostos, enquanto que os servidores encarregados de usar esse mesmo dinheiro dos impostos em benefício da sociedade fazem farra com o dinheiro público sem o menor peso na consciência e totalmente impunes.

5) Os políticos que não se acovardam e partem para o ataque contra criminosos e perigosas máfias acabam na mira daqueles grupos, enquanto que os políticos omissos se mantêm encastelados em seus gabinetes com ar-condicionado e toda mordomia, e não estão nem aí para a hora do Brasil.

O primeiro exemplo do quinto item é o caso do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), que revelou ao repórter Cassio Bruno, do GLOBO, ter que abandonar o país por causa das ameaças que vem sofrendo por parte de milícias do Rio. Freixo presidiu a CPI das Milícias, que desnudou o Poder Legislativo do Estado do Rio, mostrando com quantos votos se faz uma milícia. Como se sabe, milícias são grupos formados por policiais e ex-policiais civis e militares que criaram fortes vínculos com o poder político-partidário no Estado do Rio de Janeiro -- sobretudo a partir do final da década de 90. São grupos infiltrados dentro do poder político e no aparelho policial. Portanto, podem agir com maior rapidez e mais "eficácia" do que outros grupos armados. Conhecem os meandros do aparelho policial, suas manhas e mumunhas. E agora sabem também com que políticos podem contar na hora do pega pra capar.
Para quem não está ligando os nomes às pessoas, sugiro uma sessão de "Z -- Estado de Sítio", de Costa-Gavras, o filme que conta a história da conspiração para matar um deputado, que conta com grupos ilegalmente armados e mantidos pela própria polícia. Revi ontem, mais de 30 anos depois da primeira vez. O filme é de 1969, foi proibido pela censura no regime militar, mas tenho a sensação de que de tempos em tempos volta a entrar em cartaz no Rio e em outras partes do Brasil -- a terra em que o político que faz o certo, mais cedo ou mais tarde, vira alvo dos errados.

outubro 26, 2011

O Galeão é um caso de polícia

Para quem não leu o excelente artigo do colunista Artur Xexéo, disponibilizo abaixo:

O Globo
O Galeão é um caso de polícia

O Galeão é um caso de polícia

'Concepção antiga' não justifica a série de erros na administração do nosso aeroporto internacional

Asérie de reportagens que 0 GLOBO vem fazendo sobre o estado calamitoso do Galeão (não vou chamá-lo de Tom Jobim porque isso seria uma ofensa com o mais talentoso de nossos compositores populares) comprova que, há muito tempo, nosso aeroporto internacional virou caso de polícia. Há pelo menos dez anos os usuários do Galeão convivem com tapumes que indicam que uma reforma acontece ali. É conversa mole. Os tapumes mudam de lugar, as obras nunca aparecem, e o Galeão continua sendo uma cidade do Velho Oeste.

É só sair uma crítica no jornal para as autoridades responsáveis por aquele campo de pouso argumentarem que obras futuras em pouco tempo o transformarão numa das sete novas maravilhas do mundo moderno. É mentira. O Galeão está morrendo sufocado pela incompetência, pela má gestão e pela má fé. Resta saber por quanto tempo ainda o Governo Federal, o governo estadual e a prefeitura vão reagir para interromper sua agonia.

Ontem mesmo, depois de três reportagens do GLOBO, uma autoridade da Infraero tentou se explicar. E veio com a história de sempre: "Nós reconhecemos falhas que temos no Aeroporto Internacional do Rio, que, por ser de concepção antiga, tem muito o que ser adequado", admitiu o presidente da Infraero, Gustavo Matos do Vale. A frase, além de mostrar o português tortuoso da autoridade, bate numa tecla que já está estragada de tanto ser utilizada. Então a concepção antiga justifica todas as falhas do Galeão? O Rio está repleto de prédios de concepção antiga cujos condomínios mantêm os elevadores funcionando. Por que cargas d'água os elevadores do Galeão estão sempre parados? E suas escadas rolantes também?

A autoridade acrescentou que vai licitar em novembro "o primeiro sistema eletrônico de entrega de bagagens do país, que deve sér para o Tom Jobim" (não sou eu quem está insultando o compositor, mas a autoridade). Bem, "deve ser" não se torna exatamente uma promessa. E o fraldário e*a lanchonete no setor de embarque, reivindicação de dez entre dez usuários, precisam de licitação também?

E a esteira rolante que une os terminais 1 e 2? Precisa de licitação também para funcionar? E a eliminação daquela situação dantesca de mulheres se jogando pelos balcões das companhias de táxi especial em busca de fregueses — primeira visão da cidade que os turistas encontram — precisa ser licitada?

Há oito meses, depois de fazer críticas ao aeroporto, minha colega de espaço Cora Ró-nai foi convidada a uma visita guiada ao Galeão. Na ocasião, foi informada de que os elevadores "estão em vias de troca". Bem, oito meses depois, eles continuam parados. Se foram trocados, não deu certo. As autoridades da Infraero ainda informaram a Cora que seriam inaugurados 64 novos postos de check-in no terminal 2. Agora, o presidente da Infraero diz que vai criar o "check-in compartilhado". Qual é o projeto correto?

Também não é necessária uma licitação para se acabar com os táxis-bandalhas. A "concepção antiga" do aeroporto não justifica a existência dessa praga. Estacionamentos mal administrados também não são necessariamente características de aeroportos velhos. Nem banheiros fedidos com torneiras estragadas. Nada explica ainda a não existência de uma linha de ônibus regular que transporte passageiros recém-chegados para outras partes da cidade.

A Infraero pode alegar que alguns desses itens não são de sua competência. Mas é de sua competência pressionar governo e prefeitura. Se o faz, não é com habilidade. 0 que o Galeão precisa é de um bom síndico que ame o Rio. Enquanto ele não chega, chamem a polícia.

agosto 31, 2011

Cidada estranha essa que a gente vive

Resolvi dar uma olhada nas estatíticas do Bulhufas e não é que tem uma pessoa da Malásia que bateu por aqui para ler as minhas sandices? Tem doido pra tudo, né?

Aí fui dar um giro no noticiário e vi que mais bueiros explodiram no Rio. Bueiro é algo que você só lembra quando ele explode ou quando alguém cai em um. Tive uma experiência dessas em Salvador. Rolou uma briga, fui fugir da porradaria (era Carnaval) e caí num bueiro. Não desses redondinhos. Esses que ficam mais no meio fiio escoando água da chuva. Foi uma experiência horrível. Me ralei toda. Ainda bem que tinha bebido toda a cerveja do mundo e acho que tanto álcool acabou matando as possíveis bactérias que se alojaram na minha perna ralada.  Logo em seguida, ao ver a perna sangrando, um PM muito gentil tacou um copo de cachaça no machucado. Esse sim, amigos e amigas, uma sensação única. Porque eu não podia xingar o cara e se vocês pensam que Mertiolate arde, pensem em cachaça ... fiquei com os olhos cheios d'água. 

Mas falei tudo isso por conta de mais um bueiro voador. Cidada estranha essa que a gente vive.

julho 21, 2011

É o piloto

Enquanto isso, o "piloto" do bonde vai manobrando ...
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Santa Tereza


Fé no bonde!
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agosto 02, 2007

Parece um bolo

Mas na verdade é o Maracanã um pouco antes do início da cerimônia de abertura do PAN.

Foto by Narinha

julho 30, 2007

Curiosidade

Batendo perna por Ipanema, passei na frente de uma loja que vende roupas para dormir. Eis que modelo na vitrine estava de bolsa e chapéu. Fico pensando quem dorme de bolsa e chapéu. Na verdade até conheço alguém que já dormiu de bolsa. Agora .. de chapéu ... sei não.

Outro coisa que muito me intriga é o fato das lojas de calçado - em especial a sr. gato - estar jé em ritmo de verão. Ou seja, estamos no meio final do inverno, ainda temos 3 meses de primavera e a loja vende sandalhotas de verão. No sábado, tentei comprar uma bota e demorei hooooras para achar. Porque eu moro numa cidade que está no inverno, cujas lojas estão no verão. Preciso dizer que fiquei de mau humor?

E esse frio?

Ao contrário do que acontece no restante do planeta, o Rio de Janeiro passa por um momento de esfriamento global. Anos e anos nessa indústria vital e nunca tinha passado aqui um dia tão geladinho.

julho 25, 2007

Pan, Pan, Pan!


Para quem viu o Maracanãzinho caindo aos pedaços, tendo que assistir aos jogos naquelas cadeiras de ferro horrorosas, foi muito legal voltar lá e ver o ginásio todo remodelado, bonito, confortável e muito limpo.

Pena que as meninas do Brasil amarelaram mais uma vez ...

Com 6 Paulas em quadra teríamos ouro certo.

Foto by Narinha!